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Nomofobia: ou você tem ou conhece alguma vítima

Você já ouviu falar em nomofobia? Pelo sufixo “fobia”, você deve imaginar tratar-se de um medo, mas, pelo prefixo grego “nomo”, relativo a “lei, regra ou norma” a palavra soa inconclusiva. Mas basta recorrer ao dicionário mais próximo, como fiz com o Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, para desvendar que, apesar de não comumente usada, trata-se de uma definição encontrada em qualquer esquina: trata-se de um “medo mórbido de ficar sem celular e, em decorrência disso, incomunicável com o mundo”. Mais sério do que parece à primeira vista, o livro ainda destaca os sintomas da fobia: dor de cabeça, falta de ar, ansiedade e taquicardia.

Pare e pense: se você não conhece ninguém que seja dependente do celular, este alguém pode ser você mesmo. Mas, antes de qualquer juízo de valor, é preciso considerar o apelo global pelo smartphone. Basta checar números: a estimativa é que a população mundial seja de 7,6 bilhões de habitantes, destes, 5 bilhões têm um smartphone, de acordo com uma pesquisa da entidade global de telefonia móvel GSMA. Segundo a última estimativa da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil teria um smartphone por habitante até o fim de 2017, dado ainda não comprovado por um relatório de 2018, mas que representa a febre do celular no país.

De acordo com um artigo publicado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), “a dependência da tecnologia causa efeitos como os da dependência de uma droga pesada. A pessoa passa a não comer, não beber, fica ligada no computador ou celular o tempo inteiro, não se relaciona mais e fica violenta”.

Tratamento

A terapia individual é a principal indicação de tratamento para casos de nomofobia, segundo a ABP, tratando outras doenças psicológicas que podem acompanhar a nomofobia, como depressão e Transtorno Obsessivo Compulsivo, por exemplo. Já o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, propõe tratamento em grupo, com reuniões quinzenais – em um total de 18 semanas – com acompanhamento de um psiquiatra e feedback aos pais, no caso de crianças e adolescentes.

Para casos mais graves, o tratamento é outro: nos Estados Unidos, por exemplo, o Bradford Regional Medical Center, na Pensilvânia, propõe total reclusão, controlando o tempo de internet que os pacientes podem utilizar durante 10 dias seguidos, com uso restrito a resposta de e-mails e pesquisas, por exemplo.

Quer saber se você é vítima da Nomofobia?

Confira os sintomas elencados pela ABP:

1) Incapacidade de desligar o telefone;

2) Verificar de maneira obsessiva chamadas, e-mails e mensagens de aplicativos;

3) Ficar continuamente preocupado com a duração da bateria;

4) Ficar incomodado quando a rede não funciona direito

Sintomas da dependência da internet:

1) Preocupação excessiva com a internet;

2) Passar cada vez mais tempo online;

3) Tentativas fracassadas de reduzir o tempo na rede;

4) Irritabilidade, depressão ou instabilidade de humor quando o uso da internet está limitado;

5) Ficar online mais tempo do que o previsto;

6) Colocar relacionamento ou trabalho em risco;

7) Mentir para os outros sobre tempo gasto na rede;

8) Usar a internet para escapar de problemas;

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