colegiorainha@servita.com.br (21) 3392-0284 / 3392-7102 / 3392-8588

É bem verdade que, atualmente, somos mais conectados do que nunca. Usamos nossos telefones celulares como ferramentas para quase todos os afazeres do cotidiano. Isso está diretamente ligado ao avanço tecnológico: nas últimas décadas, os aparelhos deixaram de ser meros telefones e mensageiros para se tornarem um canivete suíço digital. 

 

E por mais que este cenário seja de grande otimismo pela praticidade que nos traz estes aparelhos, é importante estar atento aos problemas que traz a tecnologia. Um deles é a nomofobia: um mal-estar causado pela falta de uso de telefones celulares. O termo tem sua etimologia da contração de "no-mo" (termo em inglês para "sem telefone"), e fobia, sinônimo de medo ou desconforto. 

 

Por mais que se pareça algo extremo, a nomofobia já é um quadro clínico comumente diagnosticado em consultórios de psicologia pelo mundo inteiro, especialmente em países com alto índice de que conexão à internet. 

 

As causas para este transtorno são as mais variadas. Uma das mais populares está associada à outro transtorno: o FOMO - Fear of Missing Out (Medo de Perder, ou Medo de Não Saber). Esta fobia, por sua vez, descreve a ansiedade de não saber o que acontece no mundo. Os aparelhos digitais, por sua incrível capacidade de informação instantânea, levou este tipo de fobia à níveis jamais vistos. 

 

Outra causa para a nomofobia é o conforto que o ambiente digital traz para usuários. Normalmente, o internauta procura grupos na web que se assemelhe ao seu próprio perfil, em termos  de gosto, ideologia política, idade, gênero e diversos outros fatores. Com o aprimoramento dos algoritmos de redes sociais, o aparecimento de bolhas sociais na rede se tornou algo ainda mais profundo.


Este cenário gera no usuário um encantamento com o ambiente virtual, em detrimento do espaço físico. Além do transtorno depressivo, gera graves problemas sociais, como a perda de pluralidade nos debates públicos, o que afeta a civilidade na sociedade. 

 

O acesso às tecnologias digitais é um grande avanço da humanidade, mas deve ser usado com sabedoria e de forma regrada. É importante entender suas partes boas e aquilo que é perigoso para nosso bom desenvolvimento.